POLITICA

Assembleia abre CPI para investigar suspeita de corrupção na Saúde

Por Da Redação PNBonline
Publicado em 05-02-2026 às 09:52hrs
O requerimento de abertura da CPI obteve oito assinaturas e já foi lido, carimbado e recebido pelo primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) abriu na última segunda-feira (02.02) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde para investigar o escândalo de corrupção deflagrado pela Operação Espelho, em que o governador Mauro Mendes (União) e o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, são citados em conversas de empresários acusados de fraude em licitação. A informação foi confirmada com exclusividade pela reportagem do PNB Online.

As conversas interceptadas pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Espelho, mostraram que médicos de Mato Grosso torciam para o fim do lockdown para que pudessem lucrar com leitos na pandemia de covid-19. Em uma das conversas interceptadas, um médico diz que outro médico virou sócio de uma empresa vencedora de licitações por ter “operado a esposa do governador”.

“Não sei se você sabe a história aí de como que o Alberto entrou na empresa lá com eles, que foi meio goela abaixo com o negócio do governador, que ele operou a esposa do governador e pediu pra eles darem um apoio pra entrar na empresa, algo assim”, diz uma das conversas reveladas pelo repórter Pablo Rodrigo no Intercept.

A Operação Espelho também levou o caso à Polícia Federal, que passou a investigar o secretário de Saúde Gilberto Figueiredo por lavagem de dinheiro. Figueiredo teria feito uma movimentação de R$ 15 milhões. 

O requerimento de abertura da CPI obteve oito assinaturas na última sexta-feira (30.01), quando o último parlamentar assinou o requerimento. O autor do pedido de investigação é o deputado estadual Wilson Santos (PSD).

O requerimento foi lido, carimbado e recebido pelo primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Dr. João (MDB). Agora, o requerimento está nas mãos da Procuradoria da Assembleia Legislativa para publicação em Diário Oficial, o que deve ocorrer nesta quinta-feira (05).

O deputado Wilson Santos demorou cerca de dois anos para colher as assinaturas necessárias para a abertura da CPI. Ele enfatizou, em entrevista ao PNB Online, que preservou todos os colegas durante esse período e que a investigação terá caráter pedagógico e será uma ferramenta esclarecedora para a sociedade.

“A Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Civil, investigou fraudes de centenas de milhões de reais dos cofres públicos. Será muito importante se, com a CPI, conseguirmos recuperar parte desses recursos”, declarou o deputado.

Após a publicação em Diário Oficial, o presidente da ALMT, Max Russi (PSB), deve encaminhar solicitação para que os blocos partidários indiquem membros da comissão. Wilson Santos, como autor do requerimento, deve ser o presidente. O MDB já adiantou que Janaina Riva (MDB) deve ser ocupar alguma função. Dilmar Dal Bosco, como líder do governo, e Max Russi, como líder de bloco, também devem indicar outros membros.

Santos negou que a CPI tenha tom governista ou que seja aberta por conta da candidatura do secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), que anseia disputar cargo na Assembleia Legislativa, com potencial para tomar a cadeira de deputados aliados do governador.

“Eu sou da base governista. Quando fui prefeito, eu estimulei duas CPIs, aprendi, corrigi erros. A CPI é um processo pedagógico, não tem porque temer. Vamos identificar erros e falhas, fortalecer o controle externo e interno”, declarou o parlamentar.

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