ECONOMIA

Cesta básica inicia julho com preço inferior a R$ 900 após forte queda

Por Da Assessoria Fecomércio MT
Publicado em 04-07-2026 às 10:52hrs
A cesta básica em Cuiabá iniciou julho com mais uma forte queda de preço.

A cesta básica em Cuiabá iniciou julho com mais uma forte queda de preço, levando a lista de mantimentos a registrar valor inferior a R$ 900, patamar que não era observado desde maio deste ano. A retração de 3,82% em relação à última semana de junho fez com que a cesta atingisse o valor médio de R$ 870,98, conforme levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

As consecutivas retrações de preço têm contribuído para que o valor atual da cesta básica, embora ainda permaneça superior ao registrado no comparativo anual, apresente variação de apenas 4,59% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o custo médio era de R$ 832,77.

Conforme análise do instituto da Fecomércio-MT, a redução no preço é reflexo da melhora nas condições de oferta dos itens que compõem a cesta, influenciada pelas particularidades de cada cadeia produtiva e pelas condições de mercado.

Pela terceira semana consecutiva, o tomate registrou recuo na variação semanal, passando a custar, em média, R$ 9,37/kg. O fruto apresentou retração de 19,39% neste início de mês e, no comparativo anual, está 4,99% mais barato. A queda nos preços pode estar associada à melhora da produtividade da safra atual, que aumentou a oferta do produto no mercado.

Apesar da melhora momentânea, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou que alguns produtos ainda apresentam elevada variação de preço no comparativo anual da cesta.

“Mesmo com o recuo na variação semanal, certos produtos permanecem com preços significativamente superiores aos observados em 2025, indicando que o processo de normalização dos alimentos ainda ocorre de forma desigual entre os itens da cesta”, afirmou.

Esse cenário pode ser observado no preço da batata, que registrou redução de 7,27%, chegando ao custo médio de R$ 8,48/kg. Ainda assim, o valor atual permanece 74,33% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com análise do IPF-MT, assim como ocorre com o tomate, o produto vem apresentando boa oferta em decorrência do avanço das colheitas, fator que pode ter contribuído para a redução dos preços.

O arroz também acompanhou o bom desempenho da safra e apresentou recuo semanal de 3,59%, alcançando o valor médio de R$ 5,48/kg. O preço atual está 8,35% abaixo do observado no mesmo período de 2025. A produção do cereal na última safra, aliada ao escoamento dos estoques, pode ter contribuído para a redução dos preços.

Segundo análise do IPF-MT, a tendência de queda nos preços dos alimentos também é observada no cenário internacional. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que o avanço das colheitas e as boas perspectivas para as safras têm favorecido esse movimento. Apesar do cenário positivo, o instituto alerta que os efeitos do El Niño ainda podem comprometer parte da produção agrícola e influenciar os preços nos próximos meses.

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