
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), fez duras críticas à situação, que considera “lamentável”, em relação à falta de água em Várzea Grande. Segundo o parlamentar, além dos transtornos enfrentados diariamente pela população, o problema compromete a imagem do município, afasta investimentos e dificulta o desenvolvimento da segunda maior cidade do estado.
“É algo que mancha a imagem da cidade de Várzea Grande. No estado inteiro se comenta isso. Você vai no Nortão e o pessoal fala: ‘Em Várzea Grande falta água’. Como você vai desenvolver uma cidade? Como é que você vai atrair uma empresa, uma indústria? Como é que vai defender, digamos assim, ‘vem para Várzea Grande, invista em Várzea Grande’, se quando falam da cidade as pessoas já ligam à falta de água?”, questionou.
O tema ganhou força após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) reforçar o pedido para que o Ministério Público Estadual solicite à Justiça uma intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) da Cidade Industrial. Caso a medida seja autorizada judicialmente, ela precisará ser submetida à apreciação da Assembleia Legislativa.
“Se for feita uma intervenção, ela terá que passar pela Assembleia. Nós vamos analisar e votar. Mas isso precisa ser tratado com responsabilidade para que não seja apenas mais uma promessa. A população de Várzea Grande está cansada de ouvir que o problema será resolvido e não ver resultado”, completou Max.
A solicitação foi formalizada pelo conselheiro Antônio Joaquim em documento encaminhado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). O pedido tem como base uma decisão do próprio TCE, que julgou irregulares as contas do DAE e apontou falhas na gestão financeira e operacional da autarquia responsável pelo abastecimento de água no município.
O deputado frisou que não vê condições da prefeitura arcar com os custos de uma solução para o problema, momento em que destacou que a Assembleia está à disposição para auxiliar na questão e cobrou também ajuda do governo.
“É muito ruim você chegar em casa e você não ter água para tomar banho. A dona de casa não ter água para lavar a roupa. É algo que não é cabível na época que a gente vive, nas condições que a gente tem. Então esse problema precisa ser resolvido. Com a prefeitura não vejo condição para resolver a situação da água do município”, finalizou.
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